A VIDA DE BRASILEIROS PELO MUNDO APÓS A VACINA

Vacinados relatam como é o dia a dia após serem imunizados



Enfermeira do Hospital Emílio Ribas, Mônica Calazans foi a primeira brasileira a tomar a vacina no Brasil. Foi aplicada a CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo


No domingo 17, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, funcionária do Hospital Emílio Ribas, saiu feliz de casa, na Zona Leste de São Paulo. Já estava ciente de que, aprovado o uso emergencial da CoronaVac, ela seria a primeira pessoa a ser vacinada em território nacional. Calazans não só integra o grupo prioritário por trabalhar na Saúde, como também é diabética e tem sobrepeso, fatores que podem resultar em infecções mais graves por Covid-19. “É isso que todos os brasileiros querem e é para isso que os cientistas estão trabalhando. Aos poucos vamos poder voltar a nos abraçar, a nos beijar, a fazer as mesmas coisas que fazíamos antes”, celebrou.


A aplicação da segunda dose ocorreu no início da semana. Apesar disso, a cantora mantém os mesmos cuidados de distanciamento social até que o país tenha a maior parte de sua população vacinada. “A vacina nos deu alívio e esperança de que isso tudo vai acabar um dia. Mas acho que ainda vai demorar um tempo para nos libertarmos e termos uma vida normal”, relatou. Em Abu Dhabi e Dubai, estrangeiros viajando a turismo também já podem se vacinar, desde que cumpram as regras de isolamento pós-imunização dentro do país

Foi também em dezembro que o produtor de TV Fábio Aleixo, de 33 anos, tomou a primeira dose da Sputnik V, em Moscou, onde mora. A aplicação do imunizante foi tranquila, mas Aleixo teve febre alta, de 38,5 graus, e dor de cabeça nas primeiras 12 horas — reações adversas esperadas. Seu maior desejo é, depois de completado o período de imunização — cerca de 40 dias —, voltar a frequentar estádios normalmente, seu passatempo favorito. “Agora acho que vou conseguir ir mais tranquilo”, afirmou.


A sorte dos expatriados não está apenas na tranquilidade de todo o processo de imunização. As principais economias do mundo se prepararam para a demanda colossal de vacinas e fizeram encomendas junto aos principais fabricantes — a britânica AstraZeneca, em consórcio com a Universidade de Oxford, prevê a produção de 2 bilhões de doses, enquanto a Pfizer, de 1,3 bilhão.


Enquanto isso, o Brasil, por um misto de inépcia diplomática e logística, não conseguiu ainda fazer chegarem os esperados 2 milhões de doses da AstraZeneca, feitas na Índia, e tampouco tem perspectivas de receber os insumos farmacêuticos chineses para produzir in loco os imunizantes. Só na tarde da quinta-feira 21, a diplomacia indiana confirmou à agência Reuters que o país havia liberado a exportação de vacinas para o Brasil.

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